Atividade física, um aliado para se manter saudável na pandemia

Em tempos de pandemia, ter uma alimentação saudável é essencial para saúde física e mental, principalmente evitar a obesidade. O consumo de alguns alimentos frescos ainda contribui para o fortalecimento do nosso sistema imunológico.

No entanto, não basta somente optar por alimentos saudáveis, é preciso aliar este hábito à prática de alguma atividade física.

Cyclist on the ride in the forest

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o do sedentarismo é uma das principais causas de doenças cardiovasculares, além de diabetes, obesidade, câncer de mama e de colo do útero e outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs).

Excluindo a covid-19, atualmente, a maior carga de morbidade e mortalidade no Brasil pertence às DCNTs, que também são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo. As doenças do coração lideram esse ranking.

A OMS define atividade física como sendo qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requeiram gasto de energia –incluindo atividades físicas praticadas durante o trabalho, jogos, execução de tarefas domésticas, viagens e em atividades de lazer.

O termo “atividade física” não deve ser confundido com “exercício”, que é uma subcategoria da atividade física e é planejada, estruturada, repetitiva e tem como objetivo melhorar ou manter um ou mais componentes do condicionamento físico. A atividade física moderada e intensa traz benefícios para a saúde.

No mundo, um em cada cinco adultos e quatro em cada cinco adolescentes (com idade entre 11 e 17 anos) não praticam atividade física suficiente. Alguns grupos populacionais têm menos oportunidades de terem uma vida mais ativa, entre eles meninas, mulheres, pessoas idosas, com menos recursos financeiros, com deficiências e doenças crônicas, populações marginalizadas e povos indígenas.

Efeitos da pandemia

Por conta da pandemia do novo coronavírus e a recomendação para se ficar em casa, favorecendo ao distanciamento social e, assim, evitar maior disseminação dos casos, é fundamental que as pessoas mantenham – ou criem – uma rotina fisicamente ativa. O sedentarismo é prejudicial para o sistema imune, fundamental para reduzir a possibilidade de infecção viral.

Ficar “parado” e se alimentando inadequadamente também favorece o ganho de peso, o aumento da pressão arterial, da glicose e de lipídeos no sangue, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares e metabólicas, que associadas levam ao pior prognóstico em pacientes acometidos pela Covid-19.

“As recomendações da OMS para indivíduos saudáveis e assintomáticos são de no mínimo 150 minutos de atividade física por semana para adultos e 300 minutos de atividade física por semana para crianças e adolescentes. Esse tempo de atividade física deve ser acumulado durante os dias da semana, podendo ser dividido de acordo com sua rotina”, diz José Francisco Kerr Saraiva, diretor de Promoção de Saúde da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Francisco Kerr reitera que a prática de atividade física compreende qualquer atividade motora que resulte em um gasto energético acima dos níveis de repouso, ao passo que a prática sistematizada, devidamente elaborada e prescrita considerando variáveis de treinamento visando objetivos específicos é denominada exercício físico. Assim, enfatiza-se que ambas atitudes são de fundamental importância para esse período de isolamento social.

Confira abaixo algumas recomendações para manter-se ativo, mesmo durante a pandemia:

  • Opte por praticar atividades físicas em sua casa ao invés de sair para espaços compartilhados, como academia;
  • As atividades de vida diária são excelentes alternativas para manter uma rotina fisicamente ativa. Varrer a casa, passar pano no chão, arrumar o jardim, horta ou quintal, lavar louça, arrumar armários, pequenas reformas etc.;
  • Na ausência de acessórios para execução de exercícios físicos resistidos (de força), utilize o peso corporal ou adapte utensílios diversos, por exemplo, garrafas pet para simular halteres;
  • Reserve momentos para alongamento e relaxamento. Isso poderá ajudar no combate ao estresse e ansiedade decorrente do isolamento domiciliar;
  • Evite permanecer por longos períodos sentado, deitado, ou utilizando dispositivos eletrônicos. Busque intercalar momentos de inatividade física com momentos fisicamente ativos;
  • Reforce a atenção para que seus filhos não tenham comportamento sedentário. Tire as crianças e adolescentes do sofá e da frente das telas e convide-as para brincar e se exercitar. Integre seus filhos nas atividades domésticas cotidianas de sua casa.

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